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Saint Seiya High School escrita por Myu Kamimura, Madame Chanel


Capítulo 1
I: Mais um capricho de Saori


Notas iniciais do capítulo

Em um domingo chuvoso, Saori e os Cavaleiros de Bronze se distraiam com uma revistinha de Palavras Cruzadas. Hyoga escreve "cego" com "S" e a jovem deusa percebe que os rapazes pouco frequentaram a escola. Conversando com Shô da Armadura do Céu, cavaleiro de Aço que agora trabalha na fundação e é um grande amigo da jovem, tem a ideia de criar uma escola no Santuário.




Era um domingo chuvoso. Há quatro anos, quando a Terra ainda era ameaçada por diversos deuses malignos, isso não impediria que Seiya, Shiryu, Shun, Hyoga e Ikki entrassem no campo de batalha, a fim de salvar o planeta e a deusa Athena.  Porém a Terra estava em paz e, naquele dia, até a deusa, ou melhor, Saori Kido estava irritada. Pra ajudar mais ainda, a energia acabou. Certo que, como aquela mansão era parte da Fundação GRAAD, haviam geradores, porém eram destinados a rede de informações, hangar, Hospital e academia. Em outras palavras, eles estavam entediados e no escuro:


–Me fala se pode ficar pior?! – a jovem deusa retrucava, sentada no sofá, lixando as unhas, quando uma se quebra – IIIIIIIKIIIIIIIIIIAAAAAAAHH!!! MALDITA BOCA!


–Bah! Ao menos temos o Hyoga pra gelar o refri! – Shiryu falou, lançando a latinha para o amigo.


–Freezer humano agora? É osso viu! – O Cisne retrucou, gelando a lada e devolvendo-a.


–Ei... Alguém viu o Shun? – Ikki perguntou, preocupado.


–Ah Ikki! Vai me falar que ele tem medo do escuro também? – Fez piada o Pégasus.


–Seiya... O Shun já deixou de ser bebê chorão faz tempo! Pelo menos ele foi capaz de fazer algo que você não teve coragem de fazer.


–A-Ah, claro... Mandar o Tatsumi enviar aquela Shinai dele no...
–Seiya... Olha os modos, garota na sala! – Saori o cortou.


–Relaxa que não ia falar Saori-chan!


De repente, um estrondo é escutado na escada. Parecia que alguém tinha caído:


–Doeu...


–Shun?! – Ikki levantou, pegando a lanterna. – O que você foi fazer lá em cima, seu animal?


–Tentar resolver o problema do tédio... – o Cavaleiro respondeu, pegando na mão do irmão para levantar. – Trouxe Palavras Cruzadas.


–Ótimo... Coisa de velho! – Saori resmungou – Mas ao menos vai nos distrair. Quantas você trouxe?


–Eu só tinha uma sem resolver... Desculpe Saori-san.


–Ah! A gente faz tudo junto e já era! – sugeriu o Dragão. – Seis cabeças pensam melhor que uma, não acham?


–Ainda mais se essa uma for a da Saori-chan. – brincou Seiya, levando um croqui da jovem.


–Idiota! Senta aí Shun e vamos resolver.


Saori e os rapazes se sentaram em volta da mesa de centro da sala e, por quase uma hora,  quebraram a cabeça, tentando matar aquelas charadas complicadíssimas. Eles revezavam uma palavra cada, mas quando o desafio era muito complicado eles resolviam juntos. Tudo estava em paz. Mal perceberam que a energia havia voltado, de tão entretidos que estavam, até que...:


–Pessoa que não enxerga. Quatro letras... – pensou o Cisne, lendo a charada.


–Shiryu tem seis letras, então nem é! – caçoou Ikki.


–Não teve graça, ô Periquito do Rabo Flamejante! – deu o troco, o Dragão.


–Calem a boca, tenho que me concentrar.


–Mas é loiro mesmo! – irritou-se Saori – Você já ficou... E de um olho só!


–Ah! Matei a charada! – o rapaz escreveu e passou o livreto para a jovem deusa – Sua vez, Saori-san.


Assim que a jovem pegou o livreto, veio o susto:


–HYOGA O QUE VOCÊ ESCREVEU AQUI?


–Cego, oras!


–MAS VOCÊ ESCREVEU CEGO COM “S”! VOCÊ FUGIU DA ESCOLA É?


–Na verdade... O tempo que eu deveria estar na escola, passei treinando e lutando contra o mal... Não só eu, como os outros também...


A jovem grega se calou. Depois de um profundo suspiro, ficou de pé e falou:


–Eu vou até o Planetário... Quero ficar sozinha.


–Ah! Senta aí e vamos terminar as cruzadas... – Shun pediu.


–Não quero mais... Preciso pensar. Além do mais, a energia já voltou. Vocês podem ver TV.


Saori desapareceu da visão dos rapazes. Sem entender direito, eles pegaram o controle e ligaram a TV, procurando um filme ou programa descente pra assistir.


A moça não se dirigiu ao planetário, mas sim até o Hospital de Ciências e Pesquisa da Fundação GRAAD, conversar com Shô, Cavaleiro de Aço da Armadura do Céu. Depois que as batalhas terminaram, ele começou a trabalhar como auxiliar de laboratório do Dr. Asamori Hakase, além de ter se tornado um grande amigo para Saori:


–Então foi isso Shô... – relatava a jovem – Depois que ele me falou isso, pude perceber que eles abriram mão de muitas coisas, além dos prazeres da vida.


–Poxa... Isso é um tanto quanto mal, Saori-chan. Eu tive a sorte de treinar em um laboratório, então pude estudar... Até mais do que deveria... – falou o rapaz, servindo um café a moça. – Mas já pensou em algo a fazer?


–Eu pensei em contratar um professor particular para eles.


–Hm...


–Essa sua expressão não me agradou em nada. Acha que não seria legal?


–Acho que eles poderiam se sentir ofendidos, sei lá... E, além disso, Saori-chan há outras crianças treinando no Santuário, não há?


–Ai Shô... Você tem razão... Contratar um professor apenas para cinco, não funcionará.


–Então... Porque você não faz uma escola no Santuário?


–Ah, gastaria demais com professores de inúmeras matérias. Fora a complicação que seria para explicar e convencer eles que as Histórias das Mitologias são todas reais.


–Não precisa de professores... Os Cavaleiros de Ouro... Acho que eles são um pouco mais estudados, não são?


–É mesmo! Ah, Shô! Você é um gênio! – ela exclamou, levantando e abraçando o jovem. – Vou pedir para prepararem o jato. Se der, iremos hoje mesmo para a Grécia.


–Bem... Te desejo Boa Sorte.


–Boa sorte nada! Você vem comigo.


–Como assim, Saori-chan?


–Shô, você possui até mais estudo que eu. Pode muito bem ensinar alguma coisa àquelas crianças. Pelo menos, escrever corretamente.


–Está bem... Farei isso por você, Saori-chan.


A jovem conversou com o Dr. Asamori, pedindo que ele liberasse seu auxiliar. O pesquisador deu total apoio ao projeto da garota e disse que arrumaria um novo ajudante. De volta a mansão, Seiya se irritou ao ver a jovem chegar com o Cavaleiro de Aço, ainda mais quando viu o rapaz carregando uma mala:


–Saori-san... O que esse Cavaleiro Reciclável tá fazendo com você? E ainda por cima com uma mala?


–Ele é meu amigo, Seiya. É... Rapazes... Eu gostaria que vocês fossem até seus quarto e fizessem uma mala básica. Vamos para a Grécia.


–Quê?! – todos exclamaram.


–Vamos para o Santuário, gente.


–Alguma emergência? – Shiryu perguntou.


–Não.


–Atentado?


–Menos...


–Então...?


–Eu sou a deusa Athena. Posso ir para o Santuário a hora que eu bem entender. E como meus cavaleiros...


–Tá, já conhecemos a ladainha toda – interrompeu-a Ikki, levantando do sofá. – Em alguns minutos eu volto.


Os cinco cavaleiros subiram as escadas meio sem entender o que aconteceu e, antes de cada um ir para seu quarto, Seiya convocou uma rápida reunião:


–Eu conheço muito bem a Saori-chan... Ela está aprontando uma pra cima da gente!


–Paranóia Seiya... – discorda o Andrômeda – A Saori-san só quer ir para o Santuário... É o direito dela, como reencarnação de Athena.


–Irmão... O Seiya conhece a Saori-san melhor que qualquer um de nós... – falou Ikki – Então eu acho que ele tem razão.


–Eu também. – falaram juntos, Shiryu e Hyoga.


–Bem... Como ela usou o código de leis do Santuário, temos que obedecer... – retrucou o Pégasus. – Então vamos andar logo.


–Certo... – todos concordaram, finalmente entrando em seus quartos.


Enquanto isso, Shô e Saori conversavam na sala:


–Então... Você está se entendendo com o Seiya? – perguntava o Cavaleiro de Aço.


–Quando eu penso que vai dar tudo certo, ele acaba estragando tudo! Ele é muito estúpido, Shô...


–Calma, Saori-chan... Uma hora ele perceberá a pessoa maravilhosa que você é.


–Ah, que os deuses permitam.


–SAORI-SAN, ESTAMOS PRONTOS! – gritou Hyoga, descendo as escadas.


–Ah, que ótimo... Vamos para o Hangar.


Saori foi andando na frente, junto com Shô. Hyoga, Ikki e Shun iam um pouco atrás deles, conversando. Shiryu ia se unir ao grupo da frente, porém foi puxado por Seiya:


–Que foi cara? – invocou-se o Dragão.


–Preciso conversar com você... Já que você é meu melhor amigo...


–Dispara, então.


acha que a Saori-chan tá afim desse aprendiz de cientista louco, aí?


–Hahahaha... Dá um tempo, Seiya... O Shô tá mais pro amiguinho gay dela.


–Sempre achei que esse fosse o Afrodite...


–Não... O Dite além de não ser gay, é só um bajulador.


–Entendi... Agora vamos nos juntas aos outros, antes que eles venha saber do que estamos falando.


No hangar da Fundação, o jato já estava pronto para decolar quando eles chegaram. A viagem estava sendo tranquila. Shun e Hyoga liam uma  revista, Ikki e Shiryu assistiam a um filme e Seiya se remoia de ciúmes, enquanto Saori conversava entretidamente com Shô:


–JÁ CHEGA, SAORI-SAN! – irritou-se o Cavaleiro.


–Saori-san?! – assustou-se a deusa – O que te deu para você falar assim comigo?


–O que tá pegando aqui é que você não nos falou o que quer no Santuário. Se não é emergência ou atentado, não teria motivo nenhum pra você querer ir lá de uma hora pra outra! Ainda mais levando esse projétil de cientista aí.


–Olha lá como você fala, Seiya! – se estressou Shô.


–Ah, e você vai fazer o que? Sugar meu cosmo com as ventoinhas da sua armadura? Ai como estou com medo de você, cavaleirinho de merda!


–JÁ CHEGA! – Saori interrompeu. – AGORA SE SENTEM E ESCUTEM COM ATENÇÃO!


Shun, Hyoga, Shiryu e Ikki pararam o que estavam fazendo, Shô sentou-se tranquilamente e Seiya, ainda irritado, bufou, mas logo se sentou:


–Diz...


–Depois que o Hyoga escreveu “cego” com “S”, me preocupei... Percebi que vocês só sabem leis da física, alguns princípios da química e falar alguma coisa em grego. No mais, não sabem nada.


–Tá chamando a gente de burro é? – Ikki se irritou.


–Não é isso... Vocês não podem passar a vida como cavaleiros... Quando vocês forem maiores de idade, vão querer fazer outra coisa, e com razão. Mas, para isso precisarão saber mais do que sabem. E, além disso, para vocês deixarem de ser cavaleiros, outros precisarão estar em seus lugares. Ou seja, novas crianças treinam constantemente. Por isso, decidi criar uma escola no Santuário.


–QUÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ?! – todos interrogaram.


–É isso que vocês ouviram. Vocês voltaram a estudar!


–Mas nem ferrando! – Hyoga falou.


–Nem sobe tortura – apoiou Shiryu.


–Já passei dessa fase – retrucou Shun.


–Me inclua fora dessa – Ikki se tirou de campo.


–Cê bebeu junto com o Shô né? – concluiu Seiya – Só pode, pra tá falando tanta besteira assim...


–Mas não é um pedido. Como deusa Athena, eu ordeno a vocês, Cavaleiros de Bronze que voltem a estudar!


–Por que você sempre apela, hein? – Seiya perguntou.


–Porque sei que vocês não podem me desobedecer quando digo que sou Athena.


–E se desobedecerem, a pena é a morte.


–CALA A BOCA, SHÔ! – todos falaram.


–Então... Alguém está disposto a me desobedecer?


–Já que não tem outro jeito né... Vamo comprar lápis quando chegar a Athenas. – falou Seiya.


Com os rapazes “aceitando” a proposta de Saori, a viagem até Athenas continuou tranquila. Exceto por Seiya e Shô, que tiveram mais três atritos durante o vôo, todos por causa de Saori. Após o pouso, eles foram comprar cadernos, lápis e canetas no vilarejo de Rodório, que ficava próximo ao Santuário. No dia seguinte, o projeto de Saori teria início.    



Notas finais do capítulo

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Acho que todos se lembram que o Dr. Asamori foi responsável por desenvolver o projeto "Cavaleiros de Aço".

Capítulo básico, pra apresentação...
Sem reviews, sem continuação ok?

Beijos



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