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Herdeiro Black escrita por Gustavo Goulart


Capítulo 2
Capítulo I - Descobertas


Notas iniciais do capítulo

Aloha leitor =) Fiquei feliz com minhas cinco reviews, acho que pra um iniciante tá mais do que suficiente. Estou detonado, mas adivinhem! To de sofá novo e to deitadinho nele, há! Meus colegas e eu (moro numa republica) estavamos tomando uma cervejinha na varanda e vimos que um vizinho nosso (embora ele more no final da rua e nem saibamos o nome dele) jogou o sofá na rua e como a república é recente e a grana ta curta, não temos um sofá. Ou melhor, não tínhamos um sofá kkkkkkkkkk vazamos e pegamos o sofá antes que outro pegasse. Bem foi um custo subir as escadas, já que quatro marmanjos carregando esse sofá enorme parecia ser de nada. Nem preciso dizer que o deixamos cair milhares de vezes né? Mentira, duas só hehehe.
Enfim, chega de falar do meu sofá.
Brigadão pelas reviews e pelas dicas, são sempre muito bem vindas velho! Vocês são demaaais....
Aí vai um capítulo fresquinho pra vocês, comentem hehehe.
Abraços!




Ele não esperava que só por ele ter chegado de surpresa, e é claro, também ter dado um belo susto naquela gente quando sua chave de portal o jogou aos pés de Remus, causaria todo aquele tumulto.

É claro que ele também não foi nem um pouco hostil na hora de contar ao seu progenitor que ele era pai. Ele só achava que era um pouco demais ficar sentado à mesa, com um bando de gente o encarando, sem dizer nada.

– Como achou esse lugar? – Sirius quebrou o silêncio e se dirigiu a ele pela primeira vez, desde sua revelação.

Pensou em dar uma resposta bem mal educada, mas ele queria muito achar sua mãe.

– Um feitiço de localização. – Explicou. – Estava procurando por alguém que pudesse me ajudar a encontrar minha mãe, só encontrei numa velha agenda dela Remus John Lupin e seu endereço. Um simples feitiço de localização informou que ele estava num lugar que não podia ser encontrado... Mas é claro que uma chave de portal o encontraria. Elas nunca erram. Aliás, bela casa Sirius. Pelo jeito é sua... – Orion falou apontando para uma das taças que continha o brasão dos Black.

– Erm... Obrigado. – Sirius respondeu sem jeito. – Hm... Você dizia algo sobre achar sua mãe? Quem é sua mãe? O que houve com ela?

– Sim, eu preciso achar minha mãe. Marlene McKinnon. Foi raptada por comensais... Eu acho. – Disse dando de ombros. – Não sei como a encontraram, somos realmente discretos, tanto que para os outros ela se Carmen Puckermann.

– Caia fora daqui moleque... – Sirius revirou os olhos. – Olha, eu não sei quem é você e nem sei como sabe sobre Marlene e eu, mas ela está morta falou? Todos sabem disso, você devia ter pesquisado um pouco mais. Aliás, vamos ter que dar um jeitinho na sua memória antes de você sair, já que provou não ser um comensal.

Orion revirou os olhos. Ele passaria por aquela etapa novamente? Argh, o que ele não fazia por sua mãe?

– Ela não está morta. Você sabe o que todos sabem sobre o incêndio na casa dos McKinnon, mas não sabe que minha mãe fugiu. – Orion disse calmamente. – Ela fugiu pelo porão e se queimou um pouco, mas ela deu conta.

– Você pode estar facilmente inventado tudo isso. – Sirius rosnou se pondo de pé.

No mesmo instante, Orion também se levantou.

– É mesmo?! Se estou inventando, então me diga, como eu sei que você deu um pé na bunda dela porque sentia falta de uma vida de cerveja e mulheres? Como eu sei que você é um animago ilegal? Como eu sei que você tem um apelido estranho de Padfoot?! - Inclinou as sobrancelhas e a medida do que falava as expressões de Sirius mudavam, passando de descrença para desespero. – A melhor amiga da minha mãe era Lily Potter, mãe do seu afilhado, Harry Potter. Seu melhor amigo era James Potter e acredite em mim, eu tenho certeza que você não traiu seu melhor amigo, sabe por quê? Por que minha mãe me disse isso.

Um silêncio incômodo novamente se instalou no ambiente. Sirius jogou-se na cadeira de novo, enquanto Orion se sentava calmamente o analisando passar as mãos pelos cabelos desgrenhados.

Ele estava disposto a realizar qualquer teste que eles quisessem. Ele sabia que era provavelmente a coisa mais maluca que já viram, acontecer. Um garoto criado na Bulgária, conseguir localizar um lugar que está totalmente fora do mapa, protegido por um feitiço e ainda por cima, chega dizendo que é filho de um suposto assassino fugitivo.

– Sirius... – A mulher gorducha murmurou. – Eu não quero me intrometer, mas... Olhe pra ele.

Orion inclinou as sobrancelhas não entendendo onde a mulher queria chegar. Não era Sirius apenas que o encarava naquele instante, mas todos na mesa.

– Ele é você... Você é ele. – Ela murmurou novamente colocando a mão sobre o ombro de seu pai. – Vocês são absurdamente parecidos. Não há duvidas de que ele é seu filho...

– Conheço feitiços de mudança de aparência muito bons. – Um cara com um olho mágico disse. Orion o olhou irritado. – E não me olhe com essa cara moleque... Black e se ele for um impostor?

Mas antes que pudesse se defender e manda-lo ir comer formiga, Sirius já havia falado.

– Como ele pode ser um impostor? Procuramos a marca negra em seu braço, ele sabe sobre Marlene e eu, sabe sobre como terminamos... – Sirius enumerou.

– Mas como um garoto de treze anos consegue fazer um feitiço para localizar um homem que ele nem mesmo conhece? – A mulher de cabelo colorido e rosto em forma de coração perguntou. – Te garanto uma coisa, acho que poucos de nós aqui teriam... Hm... Preparação, pra fazer algo desse nível.

– Esqueceram de onde eu estudo? Durmstrang... – Disse revirando os olhos. – Você aprende uns truques depois de um tempo. Aliás! Quinze, obrigado.

– Você usou magia negra? – Sirius arregalou os olhos.

– Eu disse que tenho truques, não que uso magia negra. – Revirou os olhos entediado. – E aí? Acredita em mim ou vamos precisar de Veritasserum?

Sentiu o olhar de Sirius pender nele por um momento... Só agora entendeu o que aquela mulher queria dizer. Os mesmos olhos azul acinzentado, as mesmas expressões aristocráticas de uma família sangue puro, sobrancelhas grossas, cabelos castanhos ondulados. Até mesmo na altura... Ele deveria ser o quê? Poucos centímetros menor do que Sirius e isso, aos quinze anos.

– Hm... Acredito em você. – Sirius acenou com a cabeça.

– Ótimo! Posso ir ao que me interessa?

– Hm, claro.

– Minha mãe desapareceu. – Orion disse com a voz calma e séria. – Eu cheguei hoje de Durmstrang, estranhei um pouco ela não está me esperando no píer, como sempre, mas eu tinha alguns trocados trouxa, então fui pra casa de táxi. Cheguei em casa e estranhei que a porta estava aberta sabe? Quando eu entrei, minha casa estava completamente estraçalhada. Sério, Marlene McKinnon jamais permitiria algo assim em sua casa. Estava tudo uma bagunça... Os móveis estavam virados, as paredes manchadas de sangue, o lustre quebrado no chão.

– Você não tinha outra pessoa pra pedir ajuda? Algum amigo ou amigo de Marlene? – Sirius perguntou.

– Amigos? – Orion revirou os olhos. – Você não sobreviveria um dia na Bulgária, colega. Na mesma hora que o cara é seu parceiro na alegria e na tristeza, está te apunhalando pelas costas. Se você tem juízo, fica longe de amigos quando se mora na Bulgária. Principalmente em relação à Durmstrang...

– E como você e Marlene fizeram todo esse tempo? – Sirius perguntou preocupado.

– Nos viramos do jeito que dava ora. Eu aprendi búlgaro com a convivência eu acho e ela também. Abriu uma lojinha de boticário no Centro dos Bruxos e só... Eu cuido dela, ela cuida de mim. É assim que funciona.

– E como sabia que Remus era confiável? – Sirius perguntou inclinando as sobrancelhas. – Quero dizer, você disse que encontrou o nome dele numa agenda...

– Sim. Numa agenda, com uma foto dos dois na época de colégio, com data, nome e endereço. Acho que ela um dia pretendeu te enviar, ou algo assim. – Disse para Remus que assentiu.

– Marlene e eu éramos muito próximos. - Remus confirmou.

– Você não tem ideia de quem poderia ter raptado Marlene? – Sirius perguntou. – Algum inimigo, talvez?

– Eu já te falei, cara. Os Comensais da Morte. Nós ouvimos muito deles em Durmstrang... Não preciso dizer que 80% dos estudantes de Durmstrang mexem com magia negra e apoiam o Lorde das Trevas, né? – Orion disse com um sorriso fajuto. – Além disso, minha mãe andava estranha...

– Estranha como, querido? – A mulher rechonchuda perguntou.

– Tipo, estranha pra caramba, sabe? Mania de perseguição, de madrugada às vezes invadia meu quarto feito doida, mandava mais cartas do que o comum e um dia baixou em Durmstrang, com os nervos aflorados e me levando pra casa pra passar a páscoa. – Orion respondeu.

– E tem quanto tempo que ela está assim? – Sirius perguntou.

Orion, porém, abriu um sorriso e se pôs a explicar.

– Desde que um esquisitão, quando eu a estava ajudando no boticário, me pegou pelo braço e me chamou de Sirius. – Disse com um brilho nos olhos. – Bom, eu fiquei ofendido no começo, eu não acho que eu tenha cara de velho... Mas enfim, foi daí que ela ficou esquisita. E não foi só aí... Uma vez estávamos no mercado, eu estava empacotando nossas coisas e ela começou a andar depressa e largou toda a compra no mercado e nós aparatamos pra casa.

– Então ela já sabia que estava sendo espreitada... – Sirius murmurou. – Como era o esquisitão? O tal lá que te chamou de Sirius...

– Hm... Mais baixo que você, muito louro, cabelo até o cotovelo, cara de bosta...

– Malfoy. – Os presentes na mesa resmungaram irritados.

– É... Deve ser. – Deu de ombros.

– Trouxe suas coisas garoto? – Sirius perguntou cruzando os braços.

– Trouxe né... Diminui meu malão, está no meu bolso. – Disse dando de ombros. – E então, você tem ideia de como vai encontrar minha mãe?

– Não pode fazer um feitiço localizador com ela? Como fez com Remus e tal... – Sirius perguntou.

– Eu já a localizei. Está no Reino Unido, não sei onde é claro. – Explicou. – Mas não posso fazer uma chave de portal e busca-la porque o lugar onde ela está provavelmente é protegido contra transportes mágicos. Aqui não é...

– Oh, então por isso conseguiu entrar? Por que aqui não é protegido contra aparatação e essas coisas? – Sirius perguntou inclinando as sobrancelhas.

– Exatamente. Aliás, vocês deviam proteger esse lugar. – Revirou os olhos. – Qualquer babaca pode entrar aqui.

Ouviu uma risadinha reprimida e olhou para o lado. O senhor ruivo, com óculos com armações de tartaruga e com entradas na cabeça estava olhando dele para Sirius.

– Qual o problema Arthur? – Seu pai perguntou com cara de poucos amigos.

– Oh Sirius... Ele é mesmo seu filho. – O homem disse já não reprimindo as risadas.

Porém, se limitou a revirar os olhos.

– Eu adoraria poder me trocar sabe? Aqui não é tão frio assim, estou assando embaixo dessas quatro blusas. – Disse se levantando.

– Os quartos são... – Sirius se pôs a falar.

– No segundo andar, seguindo o corredor, como em qualquer casa normal. – Disse com a voz arrastada enquanto deixava a cozinha.

– Exato.

Subiu as escadas lentamente, se dando o privilégio de observar todo o lugar. Havia uma senhora, velha, com expressões rabugentas, que lhe lembrava muito sua família paterna.

– Alô vovó... – Disse rindo sem parar para dar atenção à feição confusa dela.

Uma típica família de sangue puro e ao que parece, com muito orgulho de ser completamente Sonserina, pelo menos era o que a tapeçaria e as maçanetas da casa lhe diziam.

Abriu a primeira porta que viu e entrou no quarto que estava completamente empoeirado e com lençóis cobrindo os móveis.

Tirou o malão do bolso e assim que jogou-o no chão, num piscar, ele estava em seu tamanho original.

Se pôs a arrancar as grossas quatro blusas que usava, até mesmo no verão a Bulgária fazia um frio absurdo.

Já sem nenhuma das camisas, encostou-se na parede e escorregou até o chão, levando os joelhos até a cabeça.

Ele não imaginava que o encontro com seu pai seria desse jeito... Não eram as melhores circunstâncias, afinal.

Tudo o que ele sabia é que eles precisavam achar sua mãe, antes que fosse tarde. Não pôde deixar de se perguntar como ela estava, se estava bem, se estavam a torturando. Merlin, será que ela até mesmo estava viva?

– Não seja burro Orion, feitiços de localização não encontram cadáveres. – Resmungou consigo mesmo. Pelo menos foi o que seus supostos colegas disseram... E eles entendiam do assunto.

Mas seu pai a encontraria! Ele tinha certeza... Mesmo que estivesse vivendo como fugitivo, ele tinha certeza que Sirius daria um jeito de procurar Marlene. Ele iria encontra-la, salva-la e Orion e ela enfim poderia voltar para a Bulgária.

Ouviu toquinhos na porta.

– Orion... Er... Sirius. – Ouviu a voz abafada do homem por trás da porta.

– Pode entrar. – Disse se colocando em pé num pulo e se curvando no malão para pegar uma blusa de mangas compridas, mais fina.

– Oi... Vejo que se acomodou. – Sirius disse com um sorriso, um tanto falso, e enfiando as mãos nos bolsos.

– É... Encontrei esse quarto aqui. – Disse puxando a blusa sobre a cabeça. – E então? Conversaram?

– Conversamos Orion... – Sirius assentiu. – Bom, acho que não precisamos de feitiços de DNA pra dizer que você é realmente meu filho né? – Sirius riu levemente. – Olha, embora eu esteja preocupado com sua mãe, não sabemos como começar a procura-la. Você não tem ideia de nada?! Não achou nada na sua casa?

– Além de sangue e mobília quebrada? Não senhor. – Disse rindo sem humor enquanto chutava o malão para um canto.

– Erm... Orion... – Sirius começou. – Vou achar sua mãe tá? Me dê um tempo, vou monopolizar toda a Ordem para ir atrás dela. Ela era muito querida por aqui... Moody vai até sua casa procurar algo naqueles utensílios que só ele sabe usar.

– Falou. – Deu de ombros. – Só quero encontra-la Sirius. Desculpe aparecer assim, aliás eu nem sabia que ia te encontrar aqui...

– Não sabia? – Sirius ergueu as sobrancelhas.

– Não. A intenção era encontrar o Remus, mas quando eu cheguei aqui o ouvi falando algo sobre você. – Orion falou com um brilho nos olhos. – Nem acreditei quando percebi que você realmente morava aqui... Tive certeza assim que me perguntaram o que eu queria com você.

Sirius se limitou a dar um sorriso sem jeito.

– Hm... Orion, eu vim aqui porque preciso conversar com você. – Sirius disse seriamente.

– Pode falar. – Orion acenou com a cabeça já sabendo o que estava por vir.

– Você entende a gravidade e seriedade dessa situação? Ninguém pode saber sobre mim e você Orion... – Sirius disse nervosamente cruzando os braços. – Você não pode contar pra ninguém que mantém contato comigo ou que sequer me conhece. Aliás, nem mesmo diga que sou seu pai.

– Eu entendo. Não se preocupe. – Orion acenou com a cabeça.

– Eu quero que você me prometa Orion... Ninguém vai saber sobre nós. Acredite, estou pensando no bem de nós dois. – Sirius falou o olhando nos olhos.

Até parece, Orion pensou consigo mesmo.

– Eu já entendi Sirius. Eu prometo. – Orion falou calmamente. – Eu não vou ficar na sua vida cara, não precisa ficar todo nhem nhem e com frescura, relaxa. Só quero que achem minha mãe.

– Claro, claro. Farei o que for preciso Orion. – Sirius acenou com a cabeça.

– Ótimo. – Orion sorriu. – Ei, acho que vou ter que ficar na sua casa por uns dias... Pode me dar uns esfregões para eu dar um jeito nisso? Sua casa é irada, mas eu tenho alergia a pó então...

– Argh, nem me fale em pó, já começo a ficar fanho. – Sirius resmungou. – Eu vou chamar o imprestável do Monstro pra dar um jeito nisso.

– Você tem um elfo cara? – Orion perguntou alegremente. – Cara, não tem jeito de me arrumar um? Sabe, minha mãe acaba com minhas costas quando cisma de limpar o lustre nas férias e sobe nos meus ombros, argh.

– Marlene e suas manias de limpeza. – Sirius deu uma risada que a Orion lembrou muito um latido. – Ela também subia nas minhas. Comecei a morder os dedos dela e ela passou a subir nos ombros de outras pessoas.

– Ei Sirius, quem é toda aquela gente? Não mora só você aqui pelo visto... – Orion perguntou curioso colocando as mãos nos bolsos da calça jeans.

– Bom... Essa é a casa dos meus pais como você já deve ter notado. – Sirius disse com um sorriso amargo. – Essa aqui é a sede da Ordem da Fênix, somos uma sociedade secreta.

– Vocês lutam contra Voldemort certo? – Orion falou.

– Exato. Marlene te contou?

– É... Ela me disse que você era um herói de guerra. – Orion deu de ombros. – E comentou dessa ordem sei lá das quantas. É claro, eu tinha oito anos quando ela me contava histórias épicas sobre duelos, dragões e etc.

– Orion... Então, você sempre soube de mim, certo?

– Certo. – Orion acenou com a cabeça.

– E o que ela falou de mim pra você? – Sirius perguntou parecendo temeroso.

– Que você é um cafajeste, foi à primeira coisa que ela disse. – Orion riu.

– Claro, era de se esperar.

– E hm... Disse que você era animago e sua forma é um cachorro. Disse sua idade, como você era, seu nome, me contava histórias do que você fazia em Hogwarts na hora de eu ir dormir. Bem, ela me disse o essencial. Falou também que eu não devia acreditar na conversa fiada do Ministério, quando você fugiu de Azkaban.

– Você nunca teve medo? – Sirius perguntou inclinando as sobrancelhas grossas... Como as dele.

– Não realmente. – Orion balançou a cabeça negativamente. – Por que eu teria medo de você? Você pode até não ter participado da minha vida, mas não acho que faria algum mal a mim.

– Quando ela recebeu a noticia de que eu havia fugido de Azkaban ela não quis me procurar por quê? – Sirius perguntou.

– Acho que você e eu sabemos a resposta meu chapa. – Orion disse rindo sem humor. – Acorda Sirius, você é procurado por toda a Europa. Minha mãe viveu se escondendo e de aparências durante quinze anos! Ela não seria nem mesmo louca de te procurar ou aparecer pelo Reino Unido onde todos conhecem os McKinnon.

Orion perguntou-se se não foi um pouco duro ou usou as palavras erradas, porque Sirius parecia realmente desconcertado.

– É você tem razão... – Sirius suspirou. – Mas... Venha cá Orion, sua mãe não tem um namorado não? Vocês vivem sozinhos, sem se socializarem com ninguém?

– Você levou muito ao pé da letra o que eu disse. Você não pode criar laços fortes com ninguém na Bulgária Bruxa, pois ninguém lá presta, mas minha mãe teve os encontros dela e uma vez quase se casou. – Deu de ombros. – Realmente lamentei quando ela terminou com o Escocês, a filha dele era uma gata.

Orion sorriu quando Sirius deu uma gargalhada balançando a cabeça negativamente. Sentiu-se desconfortável quando ele bagunçou seu cabelo, porém ao ver o sorriso no rosto de seu pai, resolveu o dar o privilégio de ser feliz, mesmo que por cinco minutos.

Era estranho pensar nele como seu pai. Era meio que bizarro, porque durante toda a sua vida, pelo menos até aquele momento, ele nunca teve ninguém pra chamar de pai.

Ele não podia chegar nos namorados de sua mãe e falar: “E aí pai, como é, pode fazer minha mãe gemer mais baixo, ou tá difícil?”.

“Ei pai, estou afim de uma garota que não quer nada comigo.”

“Pai você estava certo...”.

“Oi pai, senti saudades”.

– Sabe... Quando você tiver que voltar pra Bulgária, vamos dar um jeito de manter contato. – Sirius sorriu. – Vou curtir conhecer você garoto... Vou te apresentar ao Harry, Ron, Hermione...

– Vou pedir para Harry autografar algumas coisas e vou fazer um pé de meia... A grana com a mãe é difícil, principalmente quando ela é chamada no colégio quase todo mês. – Orion revirou os olhos.

– Você não precisa pedir só isso pra sua mãe agora... – Sirius o deu uma piscadela. – Se tiver problemas, é só mandar uma coruja.

– Certo. – Orion acenou com a cabeça sorrindo. – Você tem ideia de quanto tempo demoram pra encontra-la?

De repente o sorriso de Sirius morreu.

– Bom Orion, é bem complicado sabe... Não sabemos por onde começar. Moody está fazendo umas pesquisas e tentando rastreá-la com alguns objetos mágicos... Talvez Remus e Tonks vão à Bulgária amanhã, passe seu endereço pra eles. Eles vão procurar por algo, fazer uns feitiços e tentar encontra-la.

Acenou com a cabeça. Preparava-se para perguntar algo sobre Remus que ele viu na agenda de sua mãe quando um grito agudo, fino e bastante familiar o fez se sobressaltar. Provavelmente aquela gorda chata estava armando outro escândalo...

– Vamos ver que inseto Molly encontrou dessa vez. – Sirius revirou os olhos.

Orion teve que rir e seguiu Sirius para fora do quarto, ambos descendo a escada de dois em dois degraus.

Mas o que viu não era um inseto... Na verdade era um colírio para seus olhos.

Orion Black! Como você me assusta desse jeito?! – Sua mãe gritava, com os cabelos presos num rabo de cavalo e as expressões realmente zangadas.

– Mãe! – Sorriu e correu até a mulher de sua vida, que o esperava de braços abertos.

Depois de agarrá-la, girá-la, procurar por qualquer machucado nela, percebeu que ela estava acompanhada de um homem conhecido por seus cartões de sapos de chocolate.

– É um prazer Professor Dumbledore, Orion Black. – Disse educadamente, apertando a mão do diretor que sorriu.

– O prazer é meu Orion... Você tem razão Marlene, é um garoto encantador. Como qualquer Black, sabe como impressionar. – Dumbledore disse com um brilho peculiar nos olhos, por baixo dos óculos cafonas.

Porém Marlene não parecia escutar os olhos dela estavam pregados numa pessoa e essa pessoa mantinha os olhos pregados nela.

Orion sorriu para Dumbledore como quem lamenta e se recostou na parede esperando pelo circo pegar fogo.

– Lene... – Sirius murmurou com um meio sorriso.

– Olá Sirius. – Marlene murmurou também sorrindo.



Notas finais do capítulo

E então? O que acharam? Marcelo (meu colega de república) disse que esse final ficou muito cena de novela das seis, mas fazer o quê! Digo, imagina sua ex-namorada que estava supostamente morta aparecer na tua casa? Você chorou leras por causa dela, é claro que vai ficar olhando com cara de besta!
Comentem galera! Divulguem também... Pra sua amiga, pro seu amigo, pro pipoqueiro, pro tio da padaria
Por falar em padaria, vou lá comprar as salsichas, porque vai rolar um cachorro quente aqui pra noisss hehehe to numa broca galera.
Abraçoooo