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Lorena, De Poseidon escrita por Brenda Armstrong


Capítulo 12
Capítulo 12


Notas iniciais do capítulo

Vou tentar fazer os caps maiores... e postar mais...






Nico POV

Hoje de manhã eu beijei a Lorena, filha de Poseidon. À tarde fui no mundo inferior e Perséfone, pela primeira vez, foi legal comigo e me deu uma rosa pra dar pra ela, que eu acabei de entregar. Meu plano era entregar, me declarar e dar um beijo. Mas passou um pouco de um beijo. Foi tipo, um bom amasso. Eu voltei pro meu chalé, a contra-gosto, mas acho que Percy não ia gostar de saber que eu estava beijando a irmã dele. E não ia mais falar comigo. Só que tipo, ele é meu primo, meu melhor amigo. Eu vim pro meu chalé e fiquei sentado na cama pensando na Lori. Um bom tempo depois, ouvi batidas na porta. Era a Lori. Pude descobrir pelo jeito de bater. Ele vinha, usando uma jeans, uma blusa preta com alguma coisa sobre rock escrita, com um broche da Disney. Um casaco de couro preto e umas botas bem justas. Uma bolsa preta não muito grande a tiracolo.

–Oi, Nico. Eu deixei Percy e Annabeth a sós um pouco. Achei que fossem gostar.

–É. – babulciei. Ela estava linda, eu estava olhando sem disfarces pra ela. Ela entrou e se sentou na cama vaga que tinha ao lado da minha. Eu fui e me sentei na frente dela, em minha cama.

–Olha, amanhã não vamos se ver, eu volto depois de amanhã de manhã, vou num banquete olimpiano com meu pai.

–Onde?

–Eu sou dama de acompanhamento, acompanho meu pai em banquetes. E tenho que me deixar aprontar. Na verdade também quero rever uns amigos ciclopes e náiades.

–Então, acha que pode me dar um beijo de despedida? – perguntei.

–Não precisa pedir. – ela respondeu. Ela se levantou e eu também. Um pouco tímidos, nos aproximamos um do outro. Eu senti minhas bochechas esquentarem e abaixei a cabeça. Ela fez o mesmo. Ergui minha cabeça e coloquei minha mão no queixo dela, forçando-a a erguer a cabeça. Ela colocou as mãos no meu rosto e eu, ao mesmo tempo, a pegando pela cintura, a puxei para o beijo.

Senti nossos corpos colados um no outro e pareciam estar em harmonia, sem querer se separar jamais.

Lorena POV

Eu estou beijando de novo o Nico! Ele é meu garoto emo das sombras! Mesmo que ele não sabia, ele é meu.

Quando acabou o beijo, eu, já cansada desse negócio de dar um beijo e sair andando com um sorriso bobo na cara, comecei o assunto:

–Nico, você convoca mortos?

–Sim, Lori. Tipo, tem algumas poucas almas que estou proibida de convocar, tipo a de Bianca, minha irmã que morreu, e minha mãe.

–Você teve uma irmã? – perguntei.

–Tenho. Ou seria melhor dizer, tive. As Caçadoras de Ártemis nos encontraram e a ofereceram um lugar na Caçada, Bianca aceitou, ela saiu em uma missão naquele mesmo mês e quando a equipe voltou avisaram sobre a perda dela.

–Que horror para você! – eu não sabia disso, coitado.

–Eu supero com outras coisas. Pelo menos agora tenho amigos. Tipo o Percy, a Annabeth, o Tyson, os Stoll, a Clarisse…

–Você, mesmo não parecendo, é um garoto de sorte! – afirmei.

–Eu sei. – ele falou e eu fiquei pensando se aquilo era uma indireta ou não. Tipo, eu sei por minha causa seria maravilhoso, mas eu sei por simplesmente responder também pode ser…

Eu não consegui descobrir se era ou não indireta, então o dei um selinho e disse:

–Agora tenho que ir, garoto dos mortos.

–Tchau, garota das raias.

–É verdade, eu gosto de raias e baleias. Golfinhos também.

–Ahá!

–Tchau, Nico.

Nico POV

Eu pensei em dizer: “beijo” mas fiquei com vergonha. Me deitei na minha cama e fiquei pensando. Depois de tantos anos achando que eu havia nascido pra ser sozinho, era meu destino, que eu sempre fora fadado a isso, mudei minha opinião. Nico, o que você está pensando? Nossos pais nunca vão aceitar, e por mais que a Lori faça coisas erradas, você não quer ser abandonado pelo seu pai também, garoto!

Ai, é que é a Lori! Não existe uma mínima possibilidade deles aceitarem? NÃO! Nico, pare, você está se deixando levar cada vez mais longe, em por um caminho que não tem volta.

Lorena POV

Eu fui pro palácio de papai. Entrei e cumprimentei todos. Esperei Anfitrite. Quando ela chegou, disse:

–Lorena, querida. – Eu a dei um aceno de mão. Anfitrite é uma mulher de classe, eu não posso tratá-la como minha mãe, ou madrasta, ela parece mais uma governanta, não aceita doçura e carinhos. – Vá até seu quarto e descanse um pouco!

Eu entrei no meu velho quarto, grande e amplo, com paredes rosas, cor que Anfitrite achou que eu, uma garotinha de poucos dias de vida ia gostar. No começo meu pai me ouvia chorar e passava a noite no quarto comigo no colo. Anfitrite não aceitava que eu fosse dormir na cama deles, mesmo tendo acabado de nascer e perder minha mãe. Lembro até hoje de quando meu pai estava comigo, eu tinha 8 anos, ele me abraçou forte e me pegou no colo só pra me fazer flutuar na água até a superfície, Anfitrite entrou naquela hora e viu, ficou muito brava e disse que aquilo não poderia ser feito. Até hoje quando nos despedimos meu pai me dá só um beijo na testa.

Me sentei na cama e abri minha bolsa, tirando um livro, maquiagem, escova de dentes e fio-dental, meu netbook e minha foto que carrego comigo onde estiver, uma imagem de minha mãe e meu pai, juntos, abraçados, dois dias antes dela morrer. Minha mãe, era loira e tinha cabelos abaixo dos ombros, enrolados, como os meus. Olhos na foto eram azuis, com um leve toque de verde. Meu pai me deu quando fiz 11 anos. Desarrumei a cama, deitei e dormi.

Logo que acordei na manhã seguinte, liguei o netbook com a música alta e comecei a ler. Minutos depois ouvi batidas na porta. Era uma Náiade.

–Entre! – disse, por cima da música.

Ela entrou e ficou parada próxima a porta. Eu a cumprimentei com um aceno de cabeça e ela fez o mesmo. Era uma das do castelo. As náiades que trabalham no palácio sabem que eu não quero cumprimentos formais, então acenam a cabeça. As de fora fazem uma reverência e me chamam de princesa das águas.

–Miss, Anfitrite pediu para abaixar o volume da música. – a Náiade disse.

–Obrigada. – agradeci, mas não mexi um músculo e voltei a ler.

Minutos depois ouvi minha porta ser espancada. Não fiz nada. Anfitrite entrou gritando algo sobre ela ficar surda e eu não ouvir nada mais útil tipo ópera.

–Noss, Senhora Anfitrite, posso saber por que minha música te atrapalha? Está fazendo algo que exija total concentração do cérebro?

–Sim, estou pensando enquanto caminho.

–Tecnicamente caminhar não necessita nem de 2 por cento da mente e pensar também não, por isso se consegue pensar em várias coisas distintas ao mesmo tempo, Senhora. – respondi. Anfitrite exigia ser chamada por Senhora. Parece velha.

–Ahhh, garota! Sua adolescentezinha! Vou chamar seu pai, menina! – ela berrou e bateu minha porta com tanta força que se não fosse de material bem resistente teria despencado no chão.

Um tempo depois troquei o livro por algumas revistas que eu materializei ali. Uma Capricho, uma Atrevida, uma ME (mundo estranho) e uma Superinteressante. Estava lendo a terceira quando Poseidon entrou no quarto. Anfitrite logo atrás.

–Lorena, desligue isso. – eu obedeci. – Anfitrite, você vai caminhar lá no norte do reino. Lorena, leve suas coisas pra torre de vigia mais pro Sul possível. Voltem as duas só depois do almoço.



Notas finais do capítulo

Se der, posto mais depois da aula!
Deixem reviews!
Bjs
Brehh